LACNIC IX - Guatemala, 22 al 26 de mayo de 2006  
 

22 – 26 de maio, 2006 - Cidade de Guatemala, Guatemala

Fórum Público de Políticas

 

Notas

Quinta-feira, 25 de maio -

Boas-vindas e introdução ao Fórum Público – Christian O´Flaherty

Relatório de Políticas RIRs – Germán Valdez

Apresentação do estado de outras políticas planejadas nos outros RIRs.

LAC-2006-02 - Recuperação de Recursos – Nicolás Ruiz

Apresentou a proposta de política de recursos da Internet não utilizados. A mesma procura estabelecer um mecanismo para poder recuperar recursos que tem sido alocados historicamente mas que não estão sendo utilizados ativamente na Internet. Não estabelece de forma explícita de que recursos se trata, mas o ponto principal é estabelecer a recuperação de endereços Ipv4. Esta política já tem-se discutido na lista e em vários fóruns anteriores e não tem-se chegado ao consenso e tem sofrido alterações ao longo do tempo.

A política foi aprovada por consenso.

LAC-2006-01 - Privacidade WHOIS – Ronald Esquivel

A proposta refere à modificação da política sobre a privacidade da informação apresentada no Whois. O objetivo da proposta é permitir que se faça uma modificação da política atual para que possam ser registradas as alocações e que a eleição do provedor e da situação em cada país, escolha fazer pública ou não, a informação de seus clientes para cada atribuição que faz. Caso haja um provedor grande e que não seja escalável, pode escolher não fazê-lo. Se esse provedor opera em países em que está obrigado a fazê-lo, o fará apenas nesse país.

Após uma longa discussão, chama-se a consenso para apoiar a proposta da política como foi apresentada, sem modificações.

Não houve consenso. A política vai voltar à lista para seguir sendo discutida.

Relatório do Serviço de Registro, Ricardo Patara

A apresentação faz especial ênfase em estatísticas, mostrando o crescimento no número de solicitações e alocações de recursos da Internet e também o fato de o LACNIC ter recebido novos blocos Ipv4 e Ipv6 da IANA (Internet Assigned Numbers Authority). Além disso, se faz referência a outras atividades executadas pelo grupo, como por exemplo contatos a provedores que filtram blocos novos alocados pelo LACNIC.

Relatório de Engenharia, Frederico Neves

Apresentou um relatório sobre as atividades da área em 2005 salientando as principais, como por exemplo, ajustes e melhoras nos sistemas internos, implementação do controle de lame delegation, trabalhos em parceria com outros RIRs, destacando-se: o Joint Whois, Crips, desativação do ip6.int.

LAC-2006-09 Micro alocações para Infra-estruturas Críticas, Ricardo Patara

Foi destacado que não se tratava de uma nova proposta, mas sim de uma necessidade de ajuste ao texto atual. Christian salientou que devido a discussões na lista não se ia chamar a consenso. O problema apresentado surge pela confussão que pode haver no texto da política, devido ao termo alocação quando nesse caso os que aplicam são em grande parte End Users.

LAC-2006-05 HD Ratio IPv6, Sebastián Bellagamba

Apresentou a proposta de política para modificar o valor do HD-Ratio de 0.8 para 0.94 para a alocação de bloco Ipv6 adicional aos ISPs.

Houve consenso.

LAC-2006-07 Tamanho realocações IPv6, Sebastián Bellagamba

Apresentou a proposta de política para alterações no texto da política atual na parte em que recomenda sobre o tamanho das sub-alocações dos ISPs a seus clientes. Por exemplo recomenda-se alocação de um /48 quando se prevê que pode haver mais de uma sub-rede. A proposta recomenda que seja um /128 quando apenas haja um único dispositivo, /64 quando haja apenas uma sub-rede, /56 para as pequenas e méias empresas e usuários finais em geral, /48 para outros casos em que se necessite de blocos maiores.

Jordi comenta que está contra essa proposta porque por questões da tecnologia existente, redes com prefixos menores que /64 podem ter problemas, em que alguma dessas tecnologias pode não funcionar.

Nicolás Ruiz comenta que a proposta não é uma obrigação aos ISPs mas sim uma recomendação.

Nurani Nimpuno comentou sobre a proposta do APNIC que recomenda ao ISP que analise a necessidade dos clientes e que o mínimo seja um /64. Mas se usa o tamanho de /56 para medir a utilização.

Richard Jimmerson comentou que em ARIN fizeram uma apresentação semelhante e que foi aprovada.

Raumindo Beca, comentou que se falamos de um bem comum, as recomendações devem ser entendidas como recomendações a serem seguidas e não que cada um faça o que quiser. Devemos cuidar a linguagem usada para que sejam bem compreendidas.

Frederico Neves comentou que acredita que a recomendação será bem-vinda e aponta que se respeta o “bondary” do /64. E caso o usuário necessite de mais endereços, a renumeração vai ser simples.

Diego Valle Lisboa de Antel (Administração Nacional de Telecomunicações de Uruguai), disse que concorda com Jordi por ser o IPv6 uma tecnologia nova que vai permitir usos que ainda hoje não se conhecem. Limitar isso por blocos mais pequenos não seria uma boa idéia.

Jordi sugere que se recomende também que se façam reservas nas alocações para os usuários finais já que se eles necessitarem de mais poderiam recevê-las sem maiores problemas, sem necessidade de justificá-las.

Erick Iriarte apontou que estaria de acordo com a proposta e acredita que existe a necessidade, por isso é que se está discutindo sobre ela.

Após o chamado, verificou-se que não houve consenso e foi estendido o convite para que se façam propostas na lista e assim aprimorar as idéias.

LAC-2006-08 - IPv6 para Usuários Finais, Jordi Palet

Apresentou a proposta de alocação Ipv6 para usuários finais. Quis deixar claro que de fato, não está a favor desse tipo de política, mas lhe preocupa que propostas diferentes uma da outra estejam sendo aprovadas em outras regiões e que isso possa trazer algum impacto negativo para todos. Sua proposta é atribuir blocos Ipv6 mas temporalmente, até que se encontre uma solução eficiente para o problema de multihoming em Ipv6.

Christian acrescenta que no LACNIC a taxa está suspendida para blocos IPv6.

Raúl sugere que se remova da política o assunto do faturamento, porquanto isso na região, é uma definição do fórum público e da diretoria.

Jordi esclarece que isso não está na política, e que apenas fez uma comparação com o que acontece em outras regiões.

Gustavo NIC MX, disse que estaria de acordo com a política mas não com o tamanho da alocação /32. Que se estaria fazendo alocação para usuários finais e que seria muito endereço para end users. Isso se propõe por questões de filtros, mas os provedores vão estar interessados em que troquem esses filtros já que os ISPs vão querer que seus clientes tenham acesso a conteúdos. Também está contra a temporalidade já que nenhuma empresa vai querer perder o endereço no futuro.

Jordi disse que não tem certeza que o /48 seja aprovado no mundo todo, dado que não acredita que exista uma unidade de decisão entre os ISPs do mundo, e pode acontecer que um ISP em algum lugar continue filtrando /48.

Sebastián Bellagamba, aponta que o fato de tentar recuperar blocos no futuro terá um custo para as organizações e que isso não seria viável.

Comprova-se que não existe consenso para essa nova proposta assim como está apresentada. Vai-se discutir mais na lista e serão propostas as modificações das que se têm falado.

Eleições Address Council do ASO e Moderador do Fórum Público – Oscar Messano

Messano exprime que para ambos os casos existe um candidato só.

O candidato para o posto no Address Council do ASO pela região do LACNIC é Sebastián Bellagamba cujo mandato conclui em dezembro de 2006 e seria renovado até dezembro de 2009. Passa-se à votação e a eleição de Sebastián Bellagamba para ocupar o cargo é aprovada por maioria.

Para Moderador do Fórum Público o candidato é Christian O’Flaherty cujo mandato expira em outubro de 2006 e seria renovado até o dia 28 de outubro de 2008 caso seja eleito. Passa-se a votar e o candidato para ocupar o cargo é aprovado por maioria.

Sessão de Microfone Aberto

Erick faz referência à política do Whois. O problema é o enfoque que se lhe tem dado. Quanto à obligatoriedade de publicar a informação das subdelegações que sejam realizadas, deveria se trocar o “deverão” por “poderão”. Isso poderia gerar mais responsabilidade das pessoas que estão encarregadas dessa tarefa, ao mudar um vocábulo, mudamos o enfoque do problema.

Mencionou que gostaria de poder trabalhar desde a área jurídica ou legal sobre o que é um número IP, criar um pequeno grupo de trabalho com pessoas interessadas em lhe dar relevância a essa temática.

Também fala sobre os pontos dos consensos. Como se deve estabelecer o que é um consenso.

Christian comenta que seria conveniente revisar o processo de políticas e fazer uma aclaração para que a definição dos consensos não seja tão subjetiva convidando Erick a revisar o processo todo.

Respeito aos outros pontos, talvez requeiram a criação de um grupo de trabalho. Devemos ter em conta os países nos que existem diferentes regulamentações e leis para esses assuntos. Como moderador, fará o convite na lista de políticas para criar esse grupo de trabalho.

S. Bellagamba comenta que nas votações em que não houve consenso, chamou a atenção o fato de que havia menos votos que pessoas presentes. Propõe fazer duas voltas de votação para dar uma segunda oportunidade para ter uma percepção mais justa. É uma idéia a ser debatida.

Também comentou sobre alguns pontos na redação das políticas que não ficaram claros devido muitas vezes a problemas de tradução. Propõe criar um grupo que se encarregue disso, da edição das políticas para que sejam mais claras.

Christian concorda e acha que deve sair do grupo criado pela lista de políticas.

R. Beca precisa que seria bom que as pessoas que não votaram se pronunciem porque praticamente estão votando contra. O trabalho de definição de consenso é muito importante e delicado.

Jordi não está de acordo com a idéia de uma segunda volta. O voto secreto seria o melhor ainda que não seja prático. Quando procuramos consenso, deve ser bem definido, uma maioria quase absoluta. É impossível procurar a unanimidade mas tem que ser algo evidente. Ele acredita que um ano é um tempo longo demais para ficar esperando, poderia se pensar no voto eletrônico para dar-lhe maior dinamismo à apresentação de políticas mesmo que não haja reunião.

Francisco Arias comenta que no site da Real Academia o consenso está definido como o acordo produzido entre todos os membros de um grupo.

Christian comenta que há que rever todo o processo. Não há que procurar unanimidades mas sim maiorias “esmagadoras” ainda que esse não seja o melhor termo.

R. Beca aponta que os consensos também se constroem. Que se pode fazer uma votação de “sondagem” vendo as maiorias.

Nicolás Ruiz está de acordo em encurtar o tempo na tomada de decisões das políticas, um ano é muito tempo.

Jordi acredita que a procura de consenso deveria estar baseada no incremento de informação e na participação de todos.

Sexta-feira 26 de maio -

Boas vindas e agenda – Christian O´Flaherty

LAC-2006-06 HD Ratio IPv4, Francisco Obispo

Chair do Fórum comenta que não houve discussão na lista e que se faria uma apresentação do tema somente.

O que se apresentou foi uma introdução ao assunto de HD-Ratio como método para avaliar utilização e justificativa para alocação adicional. Foi apresentado também que houve investigações demonstrando o impacto no consumo global caso essa política fosse adotada, o que seria ruim e impactaria principalmente os RIRs mais novos.

Jordi Palet mencionou que esse tipo de política pode gerar desigualdades entre as regiões e que por isso solicita que se abandone essa proposta.

Raul Echeberria comentou que o LACNIC recebeu muitos comentários que demonstravam a preocupação caso uma política desse tipo fosse adotada.

Ray Plzak comentou que proposta semelhante foi apresentada no passado mas que não houve suporte da comunidade e que portando foi abandonada.

Filiz comentou que a proposta em RIPE já está em discussão há mais de uma no e que se está levando em consideração comentários e preocupações se que o chair deve tomar uma decisão sobre o tema.

LAC-2006-03 Tamanho de alocações adicionais - Leonardo Vidal

Apresentou uma proposta para alterar o período de analise dos planos de uso dos endereços nos casos de solicitações de endereços IPv4 adicionais. Como justificativa apresentou que atualmente o período de 3 meses é curto e que faz que o ISP muitas vezes tenha que voltar mais freqüentemente ao LACNIC. Solicita que o período seja de 12 o que inclusive se assemelha com prazos utilizados nos ISPs para seus planos de negócio.

Raul Echeberria comentou que o Executive Consuil de NRO está discutindo a possibilidade de harmonizar as políticas referentes ao tema entre todos os RIRs. E que estudos preliminares mostram que o impacto no consumo seria quase zero.

Chamado a consenso, se aprovou a proposta por unanimidade.

LAC-2006-04 ASN 32 Bits, Nurani Nimpuno

Apresentou em nome de Geoff Huston, quem enviou a proposta a lista do LACNIC, assim com para a lista dos outros RIRs.

A motivação é devido a estudos que indicam que o atual espaço de ASNs está acabando e que é necessário iniciar alocação de ASNs com 32 bits, que é algo que se propôs há tempo nos fóruns técnicos. Além disso, se espera que a partir de 2007 já se inicie alocação desse recurso para permitir testes e ajustes necessários nos equipamentos para suportar tal tecnologia.

Jordi Palet comentou que é uma problemática mas que por sorte se está trabalhando nisso a tempo e solicita apoio da comunidade.

Chamado a consenso, se aprovou a proposta por unanimidade.

Relatório do ARIN – Ray Plzak

Relatório do APNIC – Nurani Nimpuno

Relatório do RIPE NCC – Axel Pawlik

Relatório do NRO – Raúl Echeberría

Relatório da ASO – Sebastián Bellagamba

Relatório da IANA – David Conrad

Estatísticas Conjuntas dos RIRs – Ricardo Patara

Apresentação de estatísticas sobre o evento LACNIC IX - Ricardo Patara

Encerramento – Raúl Echeberría

 

 

 

 

 
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